Autor: M. K. Takenaka
Editora: Novo Século
Páginas: 512
Ano: 2012
Preço: 09,90 (Saraiva)
Classificação: 
SinopseO Morro do Tubarão no Rio de Janeiro tem um novo traficante: Hashid. Conhecido como o demônio persa, este vampiro atravessa séculos de histórias e confrontos. E Gengis Khan, um importante rival desse passado conturbado, suspeita da presença dele na cidade maravilhosa e arquiteta um plano para destruí-lo.
O número de mortes misteriosas aumenta, e atrai a atenção da polícia carioca, que acaba se envolvendo nesta trama de tráfico de drogas, e fabricação de armas e artigos bélicos.
O confronto entre estes antigos inimigos incita o caos, o que pode tornar quase impossível manter em sigilo a existência de vampiros, até então preservada. A caçada parece não ter fim, e uma grande destruição pode estar a caminho.
   Oi, gente! Hoje eu vim falar sobre esse livro enviado pelo parceiro do blog M. K. Takenaka. Vamos lá? 
  Levei cerce de três dias para terminar essa leitura, isso prova que essa obra é totalmente envolvente. Olhando para essa página em branco e aos poucos preenchendo-a com essa resenha, me lembro das diversas sensações que tive lendo esse livro: surpresa, medo, pena, raiva e etc. Isso me faz perceber o quão talentoso é esse autor, pois a história mexe diretamente com o leitor.
  Quando li a sinopse, fiquei meio receosa e com medo de me decepcionar pois nunca fui fã de vampiros muito menos imaginei algo unindo-os ao tráfico e ao Brasil. Parece loucura, mas mergulhei totalmente nessa história e me permiti imaginar tudo, foi uma experiência e tanto. 
  O tema principal do livro é o combate da polícia ao crime organizado, o leitor entende como a polícia age nos morros e o quanto a polícia sofre nas tentativas - quase sempre frustradas - de acabar com a prostituição, exploração de jovens, menores fazendo assaltos, a onda de destruição na comunidade causada pelo combate entre a polícia e os bandidos e principalmente, a existência de policiais corruptos.
  O grande diferencial dessa história é que a polícia não está lidando apenas com um simples traficante, dessa vez o grande chefe do Morro do Tubarão é um vampiro chamado Hashid, conhecido por seus capangas como o demônio persa. Hashid foi transformado pelas mãos de Zorac, um vampiro mais velho (em termos de vivência e não de idade) que queria uma companhia e se enganou ao pensar que Hashid seria um bom amigo. Zorac por sua vez, não o destruiu, apenas mandou para longe com bens suficientes para manter-se e ter seu próprio castelo.
  Hashid nunca foi uma boa pessoa, muito menos um "bom" vampiro. Cruel, frio, sem escrúpulos e com um histórico de séculos de devastação, ao tomar conta do Morro do Tubarão comete crimes bárbaros. O que mais me chocou foi o assassinato de uma linda adolescente, Tigrão, seu comparsa e grande ajudante no controle do morro foi o responsável por encontrar uma garota nova e bonita a pedidos de seu chefe. Obedecendo a ordem, teve que se desfazer do corpo depois e pela primeira vez sentiu pena de uma vítima.
"O corpo da menina foi despedaçado e espalhado por todos os cômodos da casa."
  Achando que tudo vai bem pelo dinheiro e pelo controle do morro, porém nosso vampiro Hashid nem imagina que seu maior rival do passado, Gengis Khan, ainda estar atrás dele. Khan ao lado de seu fiel escudeiro Yeh Lu buscam vingar e matar o demônio persa há vários séculos, tentando de tudo para acabar com ele.
   Com tantos vampiros no Rio de Janeiro, uma onda de assassinatos chamará a atenção da polícia, entram então novos personagens nessa história: o comandante Toledo e seus dois policiais, Cleiton e Douglas que por sua vez, lutam de todas as maneiras para encontrar a verdade. O autor narra as cenas dos assassinatos com muitos detalhes, mexendo com os sentimentos do leitor. Eu li e reli várias cenas por não acreditar que tal pessoa morria ou por não acreditar também na maneira como foi morta. 
"Eu jurei que jamais me tornaria um monstro como ele e jamais criaria qualquer um que pudesse tender para o mal."
  Khan e Yeh Lu mesmo sendo vampiros, matam apenas bandidos e consideram-se justiceiros, por livrar a cidade de pessoas ruins. O legal desse livro é que todos os vampiros preservam muito seu segredo, escondendo ao máximo a existência dessas criaturas já que o sigilo é primordial.
  Ao contrario de Khan e Yeh Lu e de todos os outros vampiros que preservam sua existência, Hashid é escandaloso e quase mostra para o mundo a existência dessas criaturas, mata inocentes, policiais que tentam por vezes invadir o morro ou usuários de drogas para poder satisfazer seu próprio desejo de se drogar, já que os entorpecentes só fazem efeito quando no sangue de outra pessoa tomado pelo vampiro. 
  Khan não suporta assistir o mal causado por Hashid e resolve tomar uma atitude. O confronto dos dois é estrondoso e poderia destruir grande parte da humanidade. Não vou dar spoiler sobre quem ganha o confronto, mas esse confronto é ganho por um grande diferencial que um desses vampiros possui. 
  Demônios da noite mostra uma história carregada com charme das histórias de vampiros como devem ser. Um suspense onde os vampiros são o que são: os predadores e nós, humanos, suas presas. 
  Fiquei sem ar quando esse livro acabou, implorando por uma continuação. Parabenizo o autor por me envolver tanto em uma história de qualidade inigualável e agradeço por ter enviado esse livro para o blog. Tenho recomendado muito pra quem se atrai por vampiros e assim como eu, gosta de imaginar histórias em território brasileiro.
  Gostou da resenha? Não deixe de comentar. Beijos e até terça que vem. ♥


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