Resenha: Perdão, Leonard Peacock - Matthew Quick

5.12.14

Autor: Matthew Quick
Editora: INTRINSECA
Páginas: 224
Ano: 2013
Preço: 19,90 (Submarino)
Classificação: adadadadad
Sinopse: Hoje é o aniversário de Leonard Peacock. Também é o dia em que ele saiu de casa com uma arma na mochila. Porque é hoje que ele vai matar o ex-melhor amigo e depois se suicidar com a P-38 que foi do avô, a pistola do Reich.Mas antes ele quer encontrar e se despedir das quatro pessoas mais importantes de sua vida: Walt, o vizinho obcecado por filmes de Humphrey Bogart; Baback, que estuda na mesma escola que ele e é um virtuose do violino; Lauren, a garota cristã de quem ele gosta, e Herr Silverman, o professor que está agora ensinando à turma sobre o Holocausto.
Encontro após encontro, conversando com cada uma dessas pessoas, o jovem ao poucos revela seus segredos, mas o relógio não para: até o fim do dia Leonard estará morto.

    Oi, leitores lindos! Sumi né? Pois é, andei enfrentando uns probleminhas e precisei ficar uns dias sumida do blog (e de tudo). Porém, foi ótimo porque nesse tempo li muitos livros e pretendo postar resenha de todos aqui. Vamos ao que interessa? Vou falar sobre esse título maravilhoso do autor Matthew Quick (sim, aquele que escreveu "o lado bom da vida").
Você já pensou em todas as noites que viveu e das quais não consegue se lembrar de nada? Noites tão comuns que seu cérebro simplesmente não se dá o trabalho de registrar. Centenas, talvez milhares de noites passam sem serem registradas pela nossa memória. Isso não deixa você maluco? Imaginar que sua mente pode ter registrado só as noites erradas?
    Perdão, Leonard Peacock trata da promessa de Leonard, no dia de ser aniversário de 18 anos, atirar em seu ex-melhor amigo e em seguida cometer suicídio, tudo isso usando uma antiga arma que foi deixada como herança de seu avô. 
    Por que fiquei tão curiosa para ler? Me chamou a atenção o fato de Leonard desejar matar seu ex-melhor amigo (convenhamos, não é sempre que isso acontece né? hahaha) e também pela sua personalidade mega depressiva e estranha porém, uma maturidade de se invejar.        Durante todas as páginas isso fica bem claro: Leonard é qualquer coisa, menos normal. Desavenças entre ele e sua a mãe (que é distante tanto fisicamente quanto emocionalmente), colegas de escola e sua enorme dificuldade para se relacionar com terceiros, a história retrata um garoto cheio de problemas e isso torna tudo mais dramático, tanto que por vezes me peguei pensando: nossa, tadinho do Leo, não precisava ser assim. :(
    O desejo de matar seu ex-amigo tem motivo desconhecido no começo da narrativa, mas antes de cometer esse assassinato, Leo decide entregar quatro presentes para quatro pessoas importantes na vida dele (talvez, as únicas pessoas importantes) e através disso, vamos aos poucos conhecendo Leonard e as histórias do seu passado.
Você não precisa continuar fazendo isso caso não queira. Você pode fazer o que desejar. Ser quem quiser. Isso é o que eles nos dizem na escola, mas se você continuar entrando naquele trem e indo para o lugar que você odeia, vou começar a achar que as pessoas na escola são mentirosas, como os nazistas, que disseram aos judeus que eles estavam apenas sendo transferidos para trabalhar nas fábricas.  
  O livro surpreende não só pela escrita de fácil entendimento do autor, o que permite uma leitura rápida mas também pelo surgimento de diversos personagens que são diretamente ligados a vida de Leonard e aos presentes que serão entregues e pelos pequenos mistérios que até parecem meio bobos mas envolvem muito o leitor com a história, como o motivo de seu preofessor de história nunca usar camisas de manga curta. Eu, particularmente fiquei muito curiosa e quando descobri, a surpresa foi grande. Isso, sem contar as incríveis notas de rodapé presentes no livro que contém informações sobre a Segunda Guerra e sobre os personagens do livro.
    Todos os personagens são super elaborados e apaixonantes, chamando bastante a atenção do leitor. Eu queria muito falar de cada um, mas vou deixar que você leia e se encante.
    Quanto ao final: surpreendente. Definitivamente, eu não esperava que aquilo iria acontecer e durante o livro, não é possível imaginar um desfecho, ou seja, nada de clichê. 
    Ao finalizar mais essa leitura, reconheci a importância de pequenos gestos de carinho que até podem salvar uma vida, afinal, quantos Leonard Peacock cruzam nosso caminho diariamente, carentes de afeto e nós nem percebemos? E quantas vezes recebemos carinho e não valorizamos? É uma reflexão válida, né? :)
                    Leu? Gostou? Deixe sua experiência nos comentários! 
                         Beijinhos e até a próxima resenha! :]

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