just a girl
Era dia pra ela, dia de verdade, pois seu corpo estava todo
acordado e ela estava toda vestida de uma felicidade clandestina. Ela acordou
sem sono, não havia sido chutada de seus
sonhos, estava mais em paz de saber que saiu de um nada ,e que não despertou de
um paraíso que nunca poderá ir. Então tomou seu café ás pressas já que preferia
a paz de acordar descansada, vestiu suas roupas neutras e confortáveis, penteou
os cabelos e os untou com óleo para que estes brilhassem, se perfumou com um
perfume doce na medida certa, passou lápis preto nos olhos, corretivo,blush,e
pronto.Estava satisfeita.Pegou sua bolsa preta com um pequeno detalhe
dourada,bolsa bem elegante e estruturada,e foi.Saiu de casa e foi tentar buscar
algo com o coração leve.Sorriu na rua como criança, e tentou disfarçar a
felicidade para que esta não a escapasse,tentou prestar mais atenção na
rua,para que não prestasse atenção demais em seus pensamentos, e acabasse
saindo desse estado de leveza que a manhã
lhe dera de presente. Ela caminhava devaneando em si mesma ,sabia que ainda
tinha que andar muito, não até chegar a faculdade,mas sabia que ainda tinha que
andar muito até chegar ao fim da vida.Ainda teria muitas manhãs como essas, e não
sabia se comemorava ou se não teria mais forças,não por que a vida estava difícil,
não estava.Mas por que tinha medo de um dia ter depressão,de um dia não ver
mais beleza em um gato deitado a beira de uma janela...Nossa que gato mais
lindo,parou tirou uma foto,e chegou na faculdade.Lá não pensava mais em si ou
na sua vida,pensava globalmente e via os desajustes e passos errados de toda
uma humanidade, e não seus pecados individuais e invisíveis.Estava
melhor,preferia isso que seu ego trágico e persuasivo.Mas naquela manhã ela não
estava a sós com seu ego, estava a sós com sua alma,com sua parte boa,ela não
estava só.
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