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texto da Cle

  Eu tinha acabado de escorregar do ventre da minha mãe pela segunda vez. Estou penosamente vendo e ver é tão claro que não posso aguentar. Estou tentando aturar, tentando suportar essa claridade. Ver é externo demais, é fora demais, me arregaça todos os órgãos e acho que eu não posso digerir. Eu antes me acomodava por dentro, hermeticamente, mas a luz é clara demais. Eu certamente havia ganhado algo, mas sentia que perdi? Eu tinha acabado de perder a placenta que me nutria. Agora, fraca e sem gosto, a verdade e a realidade eram quem me alimentava. A cegueira se parecia com o ventre.     Tudo sempre me foi ilusório. Não era uma vida nutrida de mentiras, nunca foi. Era uma vida com verdades decoradas. A vida com verdades decoradas é bem mais fácil. Entretanto, agora que vi a verdade, a vida exige de mim. Exige que eu saiba ver também as coisas que eu não entendo. Eu quero urgentemente que outro alguém veja por mim, é perigoso demais a liberdade de enxergar com as próprias ...

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