Noite

 Barulho de vento.

Abraço.

Aconchego debaixo da coberta.

Amor.


Carinho disfarçado,

pra não parecer carinho,

mesmo.


Não é luxúria, é só…

cafuné.


Um sentindo os espasmos do outro,

o calor humano do outro,

a língua, o coração selvagem —

mas que sabe ser manso.


É dia.

O vinho acabou.

O beck também.

Não tem como bolar outro.

E provavelmente o amor também acabou.


Já era.

O Uber chegou.

Agora só sobram as lembranças pra guardar.

Comentários

Postagens mais visitadas