textura

 

Essa dor,

essa dor de ser desejada,

de ser olhada,

mas nunca vista.

Nunca te veem,

Sempre te devoram.

Não te apreciam,

só pensam na textura do seu corpo.

Mas deixam rastros,

vestígios de um amor,

de algo que muito distante poderiam ser,

mas nunca seria,

com você.

Deixam indícios de que sabem amar,

Só não será você,

a sortiada.

Um tapa,

um beijo,

uma enforcada,

um carinho,

e assim vai.

Até que finalmente chega ao fim de algo,

que NUNCA,

começou.

Nunca te tiveram,

 nunca se abriu,

nunca te tocaram,

ninguém sente o que não ama,

ninguém toca sendo cego de paixão,

e controlado por luxúria.

Ninguém sente o toque de um corpo,

sem conhecer o por trás desse corpo,

machucado


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