Levar

 

O calor da pele,

a transfusão de sangue,

o toque verdadeiro,

do mais sensível...

O olho no olho,

se ver pelos olhos,

de outro alguém.

Se amar pela visão de outro alguém,

se ver por lentes mais doces...

Sentir o calor de outra pessoa,

colada ao seu corpo.

Sentir o toque,

e querer se afundar, se infiltrar,

na pele de outra pessoa,

no coração, nas estranhas, no ser.

E preencher tudo.

E fazer morada.

Um casulo fora de si mesma,

em um corpo estranho,

mas não tanto,

no quente do outro,

no conforto do colo do outro,

mesmo que não se ame...

começa a amar,

quase que como um ato involuntário e,

irracioanal.

Irracional... não planejado,

e tudo mera ficção,

ou não.

Realidade paralela,

que as vezes todos, tem a necessidade,

de viver e se deixar,

levar...

A vida é triste demais para não se deixar levar...

Pelo não sério.

 

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