Bibliotecária
Não sei o nome dela,
ela trabalhava na função errada tadinha...
Era uma bibliotecária sem sonho.
A vida a havia esfolado a pele,
o braço estava quebrado,
a coluna deduzi que doía,
a voz era lenta com os movimentos infantis...
Ela me lembrou um herói que não chegou,
a ganhar nome.
Mas ela era um pouco herói sim...
Ela era.
Era um pouco Macabéa,
será ela virgem ? ?
Não podia... era velha.
Os traços da própria pele à cansavam,
O seu sonho talvez fosse ser Macunaíba...
Mas eu à amaria como Macabéa.
Ela era pura como a datilografa,
Era a bibliotecária mais doce que já vi.
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